Em algum momento da vida adulta, quase todo mundo para.
Não necessariamente numa crise visível. Às vezes é uma sensação difusa — de que algo não está encaixando, de que há algo por conhecer que ainda não foi encontrado.
Pode chegar como um cansaço que o sono não resolve. Como uma pergunta que insiste em voltar. Como padrões que se repetem sem que se saiba por quê.
Se você chegou até aqui, é provável que conheça essa sensação.
Depois de anos de consultório, aprendi que esse desconforto não é um problema a ser resolvido. É um convite.
Jung chamou o processo que começa aí de individuação — tornar-se aquilo que se é em sua totalidade.
Não uma versão corrigida ou aprovada pelos outros. A versão inteira, com luz e sombra, força e fragilidade.
Por que ter uma companheira de viagem
O que ela faz é estar presente — de uma forma que se encaixe na sua realidade. Foi com essa intenção que criei a Jornada Interior.
Não como substituto da psicoterapia. Não como um método a seguir. Mas como um espaço que pudesse chegar a qualquer pessoa — de qualquer idade, background ou momento de vida — e oferecer algo útil para a sua jornada de autoconhecimento.
Conceitos para reconhecer o terreno. Práticas para atravessar os trechos mais difíceis. Perguntas para fazer no silêncio — com o diário aberto ao lado.
No seu tempo. Do jeito que fizer sentido para você.
A jornada é sua. Eu sou apenas companhia.
O convite desta semana
Se já tem um caderno por perto — abre na primeira página. Escreve a data de hoje. E escreve uma linha — só uma:
Por que você começou esta caminhada?
Não precisa ser bonito. Precisa ser verdadeiro. Essa linha vai estar lá quando você precisar lembrar.
Bom Caminho.

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